A mini-palestra sobre os princípios da criatividade sob a perspectiva da Física Quântica idealista aconteceu em um momento da oficina em que muito se tentava sintetizar em metáforas o que era o ato da direção teatral.

Um ato de escolha? De observação? De orientação?

Ou mesmo perguntas como

O que você observa também observa você?
É possível fazer indução de um salto quântico?
Afinal, o que é um salto quântico?

Ne época estava lendo Criatividade para o Século XXI — Uma Visão Quântica para a Expansão do Potencial Criativo (Amit Goswami, Ed. Goya) e muito do que debatíamos se conectava com a leitura. Foi então que resolvi sintetizar os conceitos e organizei 15′ de exposição para mostrar àqueles artistas da oficina que estávamos mais próximos da Física Quântica do que imaginávamos. Te convido para esse devaneio.

Nota: associar FQ com Arte são reflexões fruto de um estudo que está só no começo, e sei que há um longo caminho. O texto está sujeito a interpretações e não estou de forma alguma assumindo que esse conhecimento é final ou exclusivo. Se você chegou até aqui e se interessa por procedimentos de direção teatral, confira neste link a série completa.

Direção Teatral: seis palavras-chave

A partir do que falamos nos encontros condensei em seis palavras-chave o que é direção teatral, ou ao que o conceito remete.

Observação: o que se escolhe observar de um grupo de N fatores na criação? Onde colocamos nossa (in)tensão quando estamos em cena ou trazemos ideias?

Atenção: é estar ligado a esses N fatores para perceber o que é potente, o que precisa de movimento, estímulo etc., do micro ao macro.

Consciência: ter propósitos de suas propostas, olhar o quadro grande, estar ciente até mesmo para permitir surgir (e reconhecer) o inesperado, escolher.

Direção: de direcionamento; identificar quais vetores o trabalho pode tomar e escolher qual será; levar ator/atriz para um sentido.

Condução: ser o “motorista” de um grupo, idealmente sabendo dos caminhos possíveis e permitindo a liberdade de alteração de rotas.

Estruturação: criar condições de criação; articular elementos, ambientar, dar segurança ao ator/atriz “arriscar a vida”.

A partir dessas seis palavras, todas relacionadas a “olhar” e “sentido” (por isso o desenho central que está lá em cima), comecei a viagem quântica com o pessoal.

Tudo é Vibração

O que se sabe hoje é o núcleo de um átomo não é sólido como imaginávamos. Com um poderoso microscópio, observou-se que a aparência esférica e sólida do próton na verdade é efeito de campo eletromagnético causado por partículas infinitesimais de pequenas, chamadas quarks, que hoje é o atual limite da observação.

O lance com o campo eletromagnético é fácil de imaginar. Sabe quando a gente coloca dois ímãs de mesma polaridade e não consegue juntá-los por nada, como se existisse algo denso entre eles? É isso. Mas aqui, é como um punhado de lantejoulas num saquinho que explodisse e espalhasse pelo ambiente de um quarteirão; as lantejoulas continuam exercendo atração e repulsa como ímãs umas sobre as outras, de forma que elas ficam vagando num espaço tridimensional e esférico e mantendo um vácuo entre elas, sem se afastar, nem se fundir, mas sempre em um movimento rapidíssimo.

Podemos então intuir que, se a parte mais densa de um átomo é formada por enormes vazios, 99% de tudo é composto de… vazio! (Se não me engano, a constância do vazio e o que mantém o campo vibracional é o atual limite da Ciência, e é chamado de Bosom de Higgs).

Mas o que se observa também nos microscópios atuais é que quarks e vazios são formados por vibrações eletromagnéticas que podem ser vibrações leves, quando estamos medindo o “vazio”, e vibrações densas quando estamos observando uma partícula de quark.

A existência do quark é a densificação de uma vibração. O que leva aos físicos quânticos idealistas a pensar que tudo é formado de vibração, já que a vibração define o quark, o quark define o próton ou nêutron, que é núcleo de o átomo, que forma as moléculas, que forma as células etc.

A luz é formada por uma espécie de micropartículas chamadas fótons que, como os quarks, são leves e minúsculas comparando a um átomo, e que em si são vibrações, carregam energia, que é estado de vibração. Energia = vibração.

Portanto, quando iluminamos algo, colocamos energia sobre algo. E se o vazio é vibração leve, a partícula é vibração densa, e energia é outra forma de alta vibração, então tudo é vibração; umas mais densas, mas tudo se enquadra aí nas ondas, frequências etc.

Indo para o campo das metáforas, trazer luz a uma questão, que significa trazer consciência sobre uma questão, é o mesmo que colocar energia sobre essa questão. E agora vamos ver que colocar energia é permitir que isso se transforme em outra coisa. Daqui partimos para o próximo conceito, que é o do:

Salto Quântico

Vou pular a parte de todas as experimentações feitas desde a era de Albert Einstein para focar no conceito de descontinuidade quântica.

No colégio aprendemos que quando um elétron é energizado, ele salta de uma camada K mais próxima do núcleo para a camada L mais distante do núcleo atômico. A palavra “salto” nos leva a pensar como o pulo de uma pulga, num trajeto que poderia ser visto por microscópio potente…

…só que não. O que as observações laboratoriais da FQ indicam é que esse salto não existe! Quando um elétron é energizado (por exemplo, recebe um ou mais fótons), ele “desaparece” de uma camada e “aparece” em outra sem deixar rastro ou qualquer indício de percurso. Não existe travessia energética.

Para comparação de escala, é como se um limão desaparecesse em São Paulo e surgisse em Madagascar sem percorrer o Atlântico, nem o centro da Terra, nem nada.

Essa salto descontínuo, ou seja, não-linear, recebeu o nome de salto quântico. (Aliás, a palavra “quantum” se refere à medida mínima de energia, que, se não me engano, é menor que um fóton. Corrijam-me.)

A descoberta do salto quântico é um dos pilares do paradigma da nova Física. Enquanto a Física Clássica (Newtoniana) refere-se a partículas mensuráveis e previsibilidade de trajetos (tudo é calculável), a Física Quântica fala de comportamento de corpos que não seguem a continuidade.

A grande questão para nossa realidade é: se o mundo macro, que é contínuo e previsível, é formado pela interação de corpos do mundo micro, que é descontínuo, então quanto da nossa realidade humana é contínua, e quanto é descontínua?

Uma das formas de perceber esse “salto quântico” na criação teatral é o surgimento de insights, ou ideias reveladoras que aparentemente surgiram do nada. Muitas vezes um processo criativo trava em alguma etapa em que nada de novo acontece. Ensaios e mais ensaios, mas parece que falta algo à cena, uma centelha, algo para incendiar. De repente, plim!, vem um insight e tudo se modifica.

Isso nada mais é, grosso modo, que o princípio da descontinuidade aplicada. O foco na cena é o fóton de nossa observação. Uma hora a ideia dá um salto, aparece em outro lugar e o trabalho chega a um novo patamar.

Isso quer dizer que quanto mais foco numa ideia, maior a chance de ter insights reveladores? A resposta é não, e o motivo segue adiante. Primeiro preciso falar sobre a função da consciência.

A Consciência Afeta o Resultado

Outro experimento clássico e até hoje insolvível da Física Quântica é o da dupla-fenda. Em resumo — e eu preciso resumir mesmo, porque nem em vinte páginas eu diria todos os detalhes do experimento — percebe-se que o elétron se propaga pelo espaço como onda (energia, vibração, frequência), mas somente quando ele é “mensurado” é que ele se manifesta como aquela partícula que nós aprendemos que ele é.

Sim, é um nó na cabeça que nem Einstein conseguiu resolver. O que sabemos hoje é que: o pedacinho de energia condensada chamado elétron pode ser tanto onda quanto partícula, e o que define o que ele vai ser é a nossa mensuração, ou uso dele.

Óoh…

Tem mais. Os experimentos mostraram que a mensuração, por mais bem equipada que fosse, sempre sofre interferência da consciência do(a) mensurador(a) ou do observador(a). Ou seja, se eu lançar um elétron num caminho que se divide em dois, a probabilidade de o elétron ir para a esquerda aumenta quando eu avalio o lado esquerdo!

Os experimentos testados até então foram com no máximo um amontoado de moléculas; o que, para criar as condições de isolamento ideal, já consiste num experimento caríssimo, milionário, que ninguém quer bancar. Mas há uma ala da Física Quântica, chamada de idealista, que já arrisca uma nova perspectiva filosófica: a que nossa consciência afeta a matéria. Afinal, tal qual um fóton, nossa consciência também é feita de interações energéticas (“trazer luz a..”), portanto há um nível sutil de interação da cá pra lá que parte da consciência em direção à matéria.

Esse é um novo paradigma porque, a título de comparação, boa parte do que chamados de Ciência hoje em dia, e o que aprendemos nas escolas, é baseada no paradigma contrário: de que é pela interação das partículas que as interações da mente são formadas. Ou seja, segundo o paradigma materialista-positivista, nossa consciência nada mais é que resultado da interações de células, moléculas e átomos: sentimentos são apenas interações eletroquímicas, ideias são apenas conexões neurais que se formam em nossos registros de memória etc.

Nota: uma das bibliografias que mais cresce atualmente é a Medicina Espiritual. Pau a pau com a Medicina Esportiva! Ouvi isso na palestra do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, mestre em Ciência na USP e especialista em Psicobiofísica. O que mostra que cada vez mais profissionais estão se abrindo à possibilidade de um novo paradoxo, já que o materialismo-positivista não conseguiu solucionar uma série de questões na Humanidade. O materialismo-positivismo tem esse nome porque só postula aquilo que é mensurável, quantificável, isolável, controlável.

Escolhas e Colheitas: o Paradoxo da Atenção na Criatividade

Voltamos à questão: quanto mais foco numa ideia, maior a chance de ter insights reveladores? Afinal, segundo o que se experimentou aí em cima, a probabilidade de algo acontecer aumentaria com a observação deste algo, não?

Aí é que entra o paradoxo. Assim como o elétron que faz um trajeto descontínuo, nosso foco também precisa ser descontínuo. É como a planta: se regar demais, morre. Se olharmos demais pro relógio, a percepção do tempo é que nada acontece. Como diz o ditado popular, “se ficar olhando para a chaleira, a água não ferve.”

Nosso ego, nossa vontade, tende a achar que quanto maior o foco, maior o resultado. Parece lógico, não? Mas a dinâmica quântica não é lógica. Aplicando o que escrevi sobre o experimento partícula/vibração do elétron, podemos simplificar desta forma:

se eu observo o elétron, ele é partícula;
mas se eu quiser que o elétron apareça em outro lugar,
eu preciso suspender a observação e deixar que ele também seja onda.

Em outras palavras, a observação é importante para registrar um ponto do caminho; e a suspensão para fazer existir o caminho. Soltar e observar são igualmente essenciais no processo criativo.

Basta lembrar que a manifestação da poesia não depende somente de nossa vontade. Nossa observação e foco são importante, claro, mas não são o bastante parar dar os saltos quânticos criativos. A poesia não depende da aplicação da técnica e de nossa vontade. “Eu quero escrever uma obra sublime” não me leva a concretizar a criação. Reside aí o paradoxo do criador: o ego do artista é sua força e sua fraqueza.

Força, porque sua vontade de manifestação e criação são os impulsos de observação e materialização. Mas torna-se fraqueza quando o mesmo artista não consegue “entregar ao acaso” o que sua obra pode se tornar.

Não falemos só de artistas. Grandes ideias, mesmo na Ciência, aconteceram ao amanhecer. O motivo é este: os pensadores “dormiam” sobre uma ideia (trabalhavam até de madrugada sobre isso), e durante o sono a consciência relaxa. Ao amanhecer, a ideia surgia fresca, a solução para um problema vinha com facilidade, novas histórias surgiam aos escritores. Esse relaxo é essencial, porque é dele que se faz a “descontinuidade” da ideia, no sentido quântico.

O que Podemos Tirar Disso Para a Criação?

Se a vontade do artista é tão importante quanto seu relaxamento, isso quer dizer que devemos buscar a condição de descontinuidade intercalando os momentos de criação em si. Exemplos:

  • brincar sobre uma cena;

  • intervalos para falar de outras coisas;

  • buscar outras versões da mesma coisa;

  • comparar visões sobre a mesma coisa; etc.

Também podemos entender assim: intercalar minha vontade (ego) com não a minha vontade (não-ego). Eu, não-eu.

Outro conceito associado é o de crise, que se baseia na oportunidade de saber cortar o que não serve mais, ou seja, desapego. E desapego é direção contrária do ego. E o próprio sentido de encontro pressupõe minha vontade x a vontade do (de um) outro(a).

A intuição criativa é alimentada por uma mistura de vontade e relaxamento. Quero fazer x Dúvida e deixar levar. Nada mais é que a dualidade da matéria: partícula x onda. Deixar levar tem tudo a ver com “onda”, na raiz arquetípica da expressão.

Foton-foton-foton → relaxa → salto quântico

Fazer, fazer, fazer → relaxa → nova ideia

Tríplice do Artista Criativo

Para os pesquisadores quânticos que observaram os artistas mais produtivos e criativos do século passado, a “fórmula” para a criatividade está no desdobramento da dualidade partícula-onda no processo de criação:

  • Trabalho x Relaxamento (Work Hard x Take it Easy)

  • Ego x Não-ego (Minha vontade x Abertura para outras possibilidades)

  • Ser x Não-Ser (eis a questão).

Claro que estou generalizando ao extremo quando digo “fórmula”. No fundo é um arquétipo de sistema, e cada artista ou grupo deve encontrar suas formas de foco e experimentar suas formas de não-foco.

Durante os encontros na oficina da Oswald de Andrade, a sensação que eu tinha era justamente essa: de que discutíamos com profundidade e vontade sobre direção teatral (foco, dormir sobre o problema) e, no relaxamento dos outros dias da semana inúmeras ideias surgiam para nossas atividades, inclusive retroalimentadas na própria oficina. A ideia deste resumão de FQ veio disso.

Sincronicidade e Entrelaçamento

“O ato criativo é um encontro.” Esta é a frase de Rollo May, psicanalista, que na década de 80 era muito citado no curso do CPT/São Paulo. Que, inclusive, tem hoje na bibliografia básica o livro O Tao da Física, de Deepak Chopra.

Isso não mostra apenas uma tendência de artistas que estão voltando suas atenções cada vez mais às curiosidades e possibilidades da Física Quântica no ato criativo. Mostra também indício comportamental de outro conceito mágico, que surgiu de um experimento cabuloso, ao qual foi dado o nome de entrelaçamento quântico.

Elétrons possuem um eixo de rotação chamado spin, que nada mais é que um ângulo em torno do qual eles giram. Como a Terra, que tem um eixo de vinte e poucos graus de inclinação.

Os experimentos da Física Quântica mostraram que quando dois elétrons se encontram, o spin de ambos se torna o mesmo. Giram num mesmo ângulo de rotação. Até aí, tudo bem…

O impressionante é que, uma vez que os spins foram equivalidos, na sequência do experimento estes mesmos elétrons foram isolados em vácuo, separados fisicamente (digamos que um foi mantido em São Paulo e outro levado até Santos), e depois foram testados novamente. O que foi observado é que quando se altera o spin do elétron paulistano, o spin santista instantaneamente se altera.

A compreensão da FQ idealista é a de que tudo o que se encontra um dia passa a coexistir em um nível sutil de energia. Tudo que se encontra está ligado. É o que na FQ se chama de entrelaçamento, e que nas vias espirituais se chama sincronicidade.

Mundo das Ideias e Efeito Borboleta

Dois outros conceitos se associam a este acima. Um deles é o do inconsciente coletivo (C. G. Jung), e que tem em Aristóteles seu precursor: existe um mundo das ideias comum a todos e que paira sobre nós. Conseguimos acesso quando “sincronizamos” nossa vibração com as vibrações dessas ideias, ou cutucamos esse “spin” para receber o influxo de ideias. Ou seja, nosso ato criativo é, antes de tudo, o ato de “não-criação”, de um deixar-atravessar, uma sincronicidade ideal com algo além de nós. Ego x Fluir.

Outro conceito que se desdobra do entrelaçamento é o Efeito Borboleta, ou a Teoria do Caos, que fala sobre as consequências das interações energéticas a longo prazo. Tem esse nome por causa da figura de linguagem utilizada pelo meteorologista Edward Lorenz, que dizia que o bater de asas de uma borboleta no Brasil pode disparar uma série de fenômenos que se misturam gradualmente até culminar em um tornado no Texas.

Durante os procedimentos da Oficina isso foi bastante notado: ideias em conversas se repetiam no teor de uma cena posterior. Ou ainda mais interessante: algumas cenas trabalhadas estavam de alguma forma sincronizadas com o que semanas depois veio à tona mundialmente. Refiro-me ao caso da um trabalho que expunha a questão do abuso físico do corpo feminino no meio artístico, como em castings para peças de teatro. Semanas depois da apresentação e debate foi revelada na mídia uma série de escândalos em Hollywood envolvendo atrizes que manifestaram suas experiências abusivas com produtores famosíssimos no meio cinematográfico, popularizada nas redes sociais com a hashtag #MeToo. Será apenas coincidência?

O que nos leva a questionar o conceito de autoria. Se as ideias coletivas nos afetam da mesma forma que nós afetamos as ideias coletivas, será que aquela minha ideia “original” foi, na verdade, iniciada com um comentário anterior, uma vivência, uma troca de experiências anos atrás? Todo salto quântico precisou de um primeiro fóton…

Conclusões: Provocar ou Canalizar?

Começamos falando sobre seis palavras-chave sobre direção teatral e chegamos até aqui. É claro que não pretendo encerrar o assunto sobre o que é direção teatral apenas por apresentar um viés quântico, no entanto possuo alguns insights que compartilho com vocês.

Embora observação, atenção, consciência etc. sejam palavras que pareçam do campo da razão (olhar de fora, distanciado, medido e mensurável), nossa capacidade de compreensão racional de como as coisas se ligam está longe de bastar para explicar os fenômenos criativos.

A própria tentativa de racionalização sobre a experiência humana na Terra, e por analogia a experiência do ator/atriz na sala de ensaio, é uma tentativa desse Ego que todos temos para dar conta de algo que, só com a matéria, não fecha a conta.

Segundo as aplicações da FQ, somente pelo Não-Ego conseguiremos encontrar a fluidez criativa e abrangente. Racionalizar é dar medidas, portanto um ato “mensurador”, “observador”, “clássico”, que explica a matéria. Mas e com o mistério, como é que faz?

Como o texto quis transmitir, há a necessidade também de “soltar” para que os saltos quânticos aconteçam. E, por “soltar”, quer dizer inclusive as rédeas do diretor(a). Em vez de apenas buscar o fazer, permitir que algo aconteça a partir do fluxo. E ter consciência de que os artistas envolvidos, inclusive diretor(a), são responsáveis por estruturar esse ambiente de possibilidades, em que vontade e relaxamento coexistem.

O/A artista, quando pensa um determinado discurso ou um recorte sobre algo, deveria aceitar (relaxar) que não está produzindo um olhar original, mas que está canalizando (sincronizando) e associando conceitos em formas que levam a experiência da conexão com esse tamanho mistério a uma outra pessoa, seja o colega de trabalho, seja o público.

Portanto, as questões com as quais encerro o texto são:

o quanto que o(a) artista tem capacidade de sensibilizar-se para essas questões,
e como aumentar essa capacidade de forma fluída?

Como isso muda no processo do(a) diretor(a) de teatro?
E do(a) ator/atriz?

Elas não se resolvem somente na sala de ensaio, mas posso arriscar que parte de encontros.


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