Em 2014, de uma longa conversa com a atriz Larissa Offner, surgiu a ideia de explorar as premissas e descobertas da Física Quântica enquanto processo de criação teatral. Louco, né? E é mais simples do que parece.

A combinação das palavras Física e Quântica geram calafrios em uns e curiosidade em outros. É um desdobramento da Física que, nas profundidades de seus estudos, trouxe à Humanidade muitos insights sobre conhecimentos que antes eram considerados apenas como esoterismo, espiritualidade e coisa de new age. Por exemplo, a questão do pensamento positivo, popularizado nos anos 2000 como “Lei da Atração”.

Observação: nem todos os físicos concordam com as conclusões mais espirituais da aliança rebelde da ciência, e tudo bem, afinal, diga-me aí uma unanimidade entre cientistas? Nem a teoria de Darwin, nem o materialismo científico. Tive que rever o que aprendi na escola…

Física Quântica no teatro

A aproximação das artes com Física Quântica (ou aquilo que a sua ala mais diferentona propõe) não é ideia nova. O Tao da Física, por exemplo, já é leitura em algumas escolas de atuação, como no CPT (São Paulo). Na Califórnia, em 2010 uma PHD defendeu sua tese sobre Física Quântica na dramaturgia do século XX. Carol Fischer é seu nome.

Que, aliás, foi minha primeira investigação nesse ramo. Comprei com a Larissa a tese da Carol pela internet, li seus estudos e assim comecei minhas anotações. A tese de doutorado relaciona as explicações sobre os conceitos básicos da FQ — ex.: salto quântico, multiversos, não-localidades — com algumas peças teatrais (textos, como de Richard Foreman e Naomi Izuka) e artigos que comentam espetáculos (encenações). Anote aí:

“Teatro e Física Quântica: parceiros para uma investigação dramática” Autora: Carol A. Fischer (PhD), tese pela Universidade da Califórnia Santa Bárbara

Este é o link para ler o fichamento/resumo que escrevi e que coloca à sua disposição para estudo.

Depois disso, em 2016, por acaso (#sqn) reli O Ator e o Alvo, de Declan Donnellan, diretor da Cheek by Jowl que durante meu intercâmbio na Inglaterra eu já havia pesquisado. Na segunda visita à obra percebi muitas relações sobre seu método de abordagem ao texto e direção de atores e os conceitos da Física Quântica. Muita coincidência para ser verdade.

“The Actor and The Target” (DONNELLAN, Declan – Ed. TCG, 2002)

Tome resumo + reflexões neste link. Se você estiver estar familiarizado com os conceitos da FQ, o aproveitamento do documento será melhor.

(Não está? Vem estudar comigo neste link)

Palestra-Cena sobre as vibrações que cada sentimento causam no nosso organismo, realizada em 2016 na apresentação de fim de ano da Arte da Dança Escola de Danças, em São Caetano do Sul/SP.

Futuro da pesquisa: direção teatral

O que eu tenho como objetivo na minha pesquisa pessoal é juntar todas as referências teatrais, da dança ou do cinema que se aproximam da FQ e colocar isso em prática e investigação criativa.

Provavelmente os artistas que me inspiraram fizeram isso sem saber, já que a FQ é uma ideia relativamente recente nessa leva de artistas. De qualquer forma, como não lembrar de C. G. Jung, para quem os insights jorram do inconsciente coletivo? Ninguém é autor de ideia alguma.

Obra que ainda não tem tradução ao Português, mas tem resumo neste link 😉

Eu quero juntar tudo numa premissa sintetizada e poética de direção e/ou dramaturgia. Colocá-la em prática nos trabalhos pessoais e no processo de criação com um grupo ou cia. de artistas e criadores interessados, simpatizados ou encasquetados com o tema — ou simplesmente interessados em descobrir novas formas de criação cênica.

Não significa que o tema do espetáculo será Física Quântica ; )

Mais notícias em breve.

PS: Sobre criatividade para artistas na perspectiva da Física Quântica, já fiz uma breve palestra, que inspirou a imagem principal desta página. Clique aqui pra saber o resumo de seu conteúdo.

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