Os arquétipos poéticos dos quatro elementos (fogo, terra, ar e água) podem servir de material e inspiração para o ator ou diretor para uma encenação de Shakespeare?

É possível identificar tais arquétipos na própria obra de Shakespeare, em especial na tragédia Otelo? É possível compor a cena a partir da poética dos elementos, tanto no corpo quanto na relação/comunicação entre Otelo, Desdêmona e Iago?

Estas foram perguntas balizadoras do experimento realizado em dezembro de 2014 no Departamento de Artes Cênicas da Unicamp.

Investigamos tais questões na prática, partindo tanto de estímulos físicos (comandos verbais, música, imagens e exercícios sistematizados por Michael Chekhov e Jacques Lecoq) quanto da própria palavra shakespeariana, que em Otelo está cheia de referências à natureza e, por consequência, aos quatro elementos.

Além do workshop com atores que na época estavam na graduação na Unicamp, foram feitas gravações e uma apresentação do resultado aberta a público. A filmagem e edição também buscaram em sua própria linguagem as analogias do imaginário poético dos quatro elementos, e quem cuidou disso foram alunos da Midialogia.

Este vídeo faz parte da pesquisa de minha iniciação científica “Aspectos da Tipologia Humana em Shakespeare” (Processo Fapesp 2011/11844-0) com orientação da Profª Drª Veronica Fabrini, e você pode saber mais do projeto aqui ou aqui.

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CRÉDITOS

Direção, coordenação, pesquisa e proposição: Claucio André

Elenco: Cadu Ramos, Lucas Moreira e Tess Amorim

Orientação: Verônica Fabrini

Filmagem: Flávio Artiolli Neto

Edição: Caue Felix

Fotografia: Gabriel Pereira

Trilha: Harmonielehre II, de John Adams, sem informação da orquestra executora.

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